A origem da febre Transformers
Ah, Megan…
» Tags: Animação, Nostalgia, Transformers
Eu sei que era para concluir a série do duelo entre Matt Groening e Seth MacFarlane, mas vai ficar para semana que vem.
Essa semana estreia nos cinemas um dos filmes mais esperados do ano – Transformers – A Vingança dos Derrotados – e você nobre leitor e digna leitora devem se perguntar:
O que o cu tem a ver com as calças?
Tudo. É claro.
Afinal, essa febre recente em cima de Transformers começou lá para o fim da década de 80 – mais precisamente em 87 – quando a Hasbro, querendo vender os brinquedos mais legais que tinha na época, encomendou uma série de desenhos animados, que acabaram honrando a qualidade dos brinquedinhos.
Como esse universo é enorme, só vou falar do desenho da década de 80.
Óbvio que não achei os primeiros, mas essa série exclusiva do Optimus é bem irada Em 1984, a Hasbro – gigante multinacional na fabricação de brinquedos – lançou uma linha de figuras de ação (action figures) que revolucionou o mercados, batizados de Transformers.
De cara, foram lançados 12 carros, 3 aviões, 6 mini-carros, 5 cassetes, 1 toca fita, 1 caminhão e 1 arma. Com todos nada tendo a ver com a série da TV.
Como a Hasbro viu que aquilo tinha potencial, resolveu encomendar uma série exclusiva para seus robozinhos.
Nasceu então a briga entre os Autobots e Decepticons.
Megatron originalUma curiosidade interessante é que as quatro primeiras temporadas da animação foram produzidas por um estúdio americano. Quando foi exibida no Japão, os executivos da distribuidora Hasbro no país do Sol Nascente odiaram a bagaça e mandaram um estúdio japonês refazer.

A qualidade foi tão superior que os japoneses assumiram a série a partir daquela parte com os americanos sendo defenestrados do projeto.
No Brasil, durante o Show da Xuxa e Trem da Alegria passou apenas a versão americana, que obviamente foi bem aceita por nós, já que o estilo americano é aquele do episódio com começo, meio e fim, ao contrário do japonês, que era extremamente violento e, provavelmente, levava um bom tempo para concluir a história.

Vale lembrar que a cultura japonesa só estourou por aqui depois de Akira, lá para o início da década de 90, por isso as TVs brasileiras – Globo – não quiseram a continuação da série.
O que importa é que essa semana estreia algo que estourou lá para meados da década de 80 e que tomou uma nova forma se transformando em um sucesso de bilheteria e dando alma – já que carne e osso não é bem a expressão – para aqueles desenhos e brinquedos (hoje) toscos, e que são febre no mundo inteiro.
Na real, o verdadeiro motivo para ver esse filmeAproveitem e, se acharem por aí, vejam o original, que para a época era o máximo em qualidade, roteiro, entretenimento e diversão.
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