Oi, tangas! Quer dizer, ainda posso chamar vocês de tangas ou já tô cringe demais? Bom, I don’t care (I’m 90’s, bitch!). E, olha só, eu já tive um reinado nessa bodega, acredite você ou não. Se clicar ali em cima no meu nome você vai descobrir um tesouro dezenas de textos que eu já produzi para esse site através de trabalho escravo em épocas longínquas. Voltei porque cinema é algo que eu ainda amo e, talvez, eu goste de sofrer.
E eu volto já com o pé na porta com um filme daqueles que valem seus 104 minutos. A princípio, você pode achar o ritmo lento – e eu vou culpar completamente a geração dopamina barata na qual estamos inseridos e com o cérebro carcomido por reels e TikTok –, mas a beleza dele vem justamente de suas pausas. São os silêncios e espaços onde você escuta as engrenagens trabalhando e conjecturando possibilidades que elevam o longa à sua potência máxima… até chegar ao poderoso final. continue lendo »
“Há uma bomba no Centennial Park. Vocês têm trinta minutos”. O mundo é apresentado a Richard Jewell pela primeira vez como o guarda de segurança que relata ter encontrado uma bomba no atentado de 1996 em Atlanta – o fato o tornou um herói cujas ações rápidas salvaram inúmeras vidas. Mas em poucos dias, o aspirante a agente da lei se torna o suspeito número um do FBI, difamado pela imprensa e pelo público, tendo sua vida destruída. Chegando ao advogado independente e antissistema Watson Bryant, Jewell firmemente professa sua inocência. Bryant, porém, descobre que lutar contra os poderes combinados do FBI, GBI (The Georgia Bureau of Investigation) e APD (Atlanta Police Department) para limpar o nome de seu cliente, enquanto impede Richard de confiar nas pessoas que tentam destruí-lo, está além de suas habilidades.
Se você nunca viu um filme dirigido pelo Clint Eastwoode liga pra essas coisas, eu não recomendo começar por aqui. Vai ver Os Imperdoáveis, que pra quem gosta de faroeste, é um prato cheio. Mas O Caso Richard Jewell é uma ode do diretor aos heróis não reconhecidos, como é o caso de Richard Jewell [Trocadilho intencional], que foi tirado pra bode espiatório pelo FBI e pela imprensa pro caso da bomba do Centennial Olympic Park. Mas graças ao advogado Watson Bryant, ele conseguiu provar sua inocência. Ou ao menos que não existia prova contra ele. continue lendo »
Manjam Dunkirk, né? O mais recente filme do Christopher Nolan que é sobre (Vejam só!) a evacuação de soldados ingleses da cidade de Dunkirk na França… Então… Puta perda de tempo do caralho.
Na Operação Dínamo, mais conhecida como a Evacuação de Dunquerque, soldados aliados da Bélgica, do Império Britânico e da França são rodeados pelo exército alemão e devem ser resgatados durante uma feroz batalha no início da Segunda Guerra Mundial. A história acompanha três momentos distintos: uma hora de confronto no céu, onde o piloto Farrier (Tom Hardy) precisa destruir um avião inimigo, um dia inteiro em alto mar, onde o civil britânico Dawson (Mark Rylance) leva seu barco de passeio para ajudar a resgatar o exército de seu país, e uma semana na praia, onde o jovem soldado Tommy (Fionn Whitehead) busca escapar a qualquer preço.
Sabe, eu gosto de filmes de guerra. Filmes de guerra antigões, onde as pessoas se matavam com tiros de fuzil, daquele que cê tem de fazer um puta malabarismo pra engatilhar. A violência era utilizada pra resolver conflitos da mesma forma, mas havia uma certa graça, quiçá um charme em tal resolução violenta de conflitos. Ainda é violência, mas rebuscada. Dunkirk, entretanto, não é um filme de guerra comum. Não existem cenas de tiroteios homéricos, tanques de guerra avançando pra cima dos protagonistas [Salvo engano, tanques nem aparecem], e mesmo os bombardeios não são um Deus ex machina pra salvar um pelotão já no fim da linha [Estou olhando pra você, O Resgate do Soldado Ryan], mas formas do inimigo sufocar a esperança já diminuida. É mais que um filme de guerra, com ação e heroísmo: É um drama de guerra, com sobrevivência e resiliência. continue lendo »
Ben (Viggo Mortensen) tem seis filhos com quem vive longe da civilização, no meio da floresta, numa rígida rotina de aventuras. As crianças lutam, escalam, leem obras clássicas, debatem, caçam e praticam duros exercícios, tendo a autossuficiência sempre como palavra de ordem. Certo dia um triste acontecimento leva a família a deixar o isolamento e o reencontro com parentes distantes traz à tona velhos conflitos.
Capitão Fantástico é daqueles raros filmes que te fazem pensar por dias. Confesso que aprendi uma ou duas coisas com o filme que muito provavelmente carregarei pelo resto da vida. O filme pode ser enxergado como uma fábula abordando o socialismo contra o capitalismo, de forma que aponta tanto o lado bom quanto o lado ruim de ambos. E em tempos sombrios como este em que vivemos, onde ser sensato é praticamente crime, fazer um filme desses é um tanto quanto ousado. Por isso, aconselho cautela ao dizer que entendeu a real proposta do filme, pois é possível que preguem uma placa de “isentão” no seu peito e te queimem em praça pública. continue lendo »
Café e cinema, em plena quarta-feira, é um luxo que não posso me dar toda a semana. A sala estava mais cheia do que o normal para a sessão vespertina de Elle, muito bem cotado entre a crítica, especialmente pela performance de Isabelle Huppert. Na trama, ela é a bem sucedida Michèle, dona de um passado sombrio e que se encontra mais uma vez em uma situação delicada ao ser estuprada e perseguida pelo homem que a violentou. continue lendo »
É TETRA! Estava com saudades de acompanhar uma série… Séria. Depois de me apaixonar por Tom Ellis na divertida Lucifer e do retorno de Pânico, Bloodline caiu de paraquedas na minha vida. Sem paciência pra zapear as sugestões de programação do Netflix à captura de algo que me despertasse interesse, me deixei surpreender pelas circunstâncias. Não li sinopses, não busquei elenco, gênero. Nada. O nível de procrastinação era tão alto que se fosse Hannah Montana, eu teria visto. But not today, Satan. Joguei na roleta da preguiça e dei sorte de embarcar na história da família Rayburn e seus mistérios. continue lendo »
Adonis Johnson (Jordan) nunca conheceu seu famoso pai, o campeão mundial peso-pesado Apollo Creed, que morreu antes dele nascer. Ainda assim, é inegável que o boxe está em seu sangue, então Adonis vai para Philadelphia, o local da lendária luta de Apollo Creed contra um aguerrido novato chamado Rocky Balboa. Já na Cidade do Amor Fraternal, Adonis encontra Rocky (Stallone) e pede para que ele seja seu treinador. Apesar de sua insistência em se afastar do mundo das lutas por bons motivos, Rocky enxerga em Adonis a força e a determinação que ele conheceu em Apollo – seu feroz rival que acabou se tornando seu melhor amigo. Concordando em ajuda-lo, Rocky treina o jovem lutador, mesmo que para isso o antigo campeão tenha que desafiar um oponente mais mortal do que qualquer um que ele já tenha enfrentado no ringue. Com Rocky em seu corner, não demora muito para que Adonis tenha sua chance de disputar o título… mas será que ele pode desenvolver não somente o jeito, mas também o coração de um verdadeiro lutador a tempo de entrar no ringue?
Como boa parte dos meus três leitores deve saber, eu sou um herege. Não tinha visto nenhum Star Wars até pouco tempo atrás [E ainda acho que não é tudo isso], e nunca vi nenhum dos Rocky inteiro. Mas, nesse caso, eu sei o tamanho do pecado que eu estou cometendo: Meu irmão, que alegria ver nego trocando soco no cinema. Melhor até que ver luta de verdade, já que em luta cê não tem umas câmeras tão bem posicionadas. continue lendo »
Depois da morte de sua mãe, Cheryl Strayed (Reese Witherspoon) se afasta da família, passa usar heroína e seu casamento desmorona. Quatro anos depois, aos 26 anos, ela toma a decisão mais impulsiva de sua vida: caminhar mais de 1500 quilômetros pela costa do oceano Pacífico em busca de autoconhecimento.
Como não poderia deixar de ser, não se trata de uma obra original, é a adaptação do livro Livre – A Jornada de Uma Mulher Em Busca do Recomeço. E o fato desse não ter sido o primeiro livro de Cheryl Strayed me deixou levemente cabreiro sobre a veracidade dos fatos descritos na história de Livre. Oras, vai saber se ela não aumentou ou mesmo inventou coisas pra preencher lacunas, ou mesmo tornar a história insossa mais interessante? Se bem que eu só vim a tomar ciência disso depois de assistir o filme, e durante a exibição pareceu tudo totalmente crível, como não poderia deixar de ser em uma obra hollywoodiana biográfica padrão.
Mas isso não é importante. O importante é: Meu deus, como a Reese Witherspoon é anã. Sério, foi só nesse filme que eu me dei conta de que ela é um toco de amarrar jegue. Mas isso não é relevante pro filme, acho. continue lendo »
Cinebiografia conta a história de Louis Zamperini (Jack O’Connell), filho de imigrantes italianos e corredor olímpico que é preso e torturado pelos japoneses, durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1943, o avião em que estava caiu no Oceano Pacífico por falha mecânica e o soldado sobreviveu seis semanas no mar dentro de um bote. Ele é resgatado pelos japoneses e mantido preso até o desfecho da guerra.
Saca aquele seu amigo teimoso feito uma mula? Teimoso feito o editor de um site de entretenimento com textos sem ninguém pra escrever, e que ninguém lê? Então, Louis Zamperini era um desses. Mas ao contrário de você, do seu amigo ou de mim, ele passou pelo horror da guerra. Da guerra de verdade, da segunda grande guerra, mais especificamente. Inclusive ficou no camarote, já que ficou a maior parte da guerra como prisioneiro, no Japão, como inimigo da nação japonesa. Em partes, por culpa dele mesmo, mas vamos com calma que nem tudo é fácil assim. continue lendo »