Considerações sobre um show do Deep Purple
A exatamente uma semana atrás eu ia a um grande concerto do bom e velho rock ‘n’ roll, e minha cabeça ainda não havia esquecido completamente o show do Red Hot Chili Peppers. Para mim, nada tiraria o posto de melhor show que eu vi da banda californiana, mas os vovôs ingleses do Deep Purple me fizeram mudar de opinião.
Tudo começou dando errado. Primeiro, não consegui a companhia de ninguém para ir comigo ao show, e lá se vai o Yuri parar em Belo Horizonte sozinho. Se não bastasse, o cara com o qual eu tinha combinado de comprar os ingressos me deixa na mão na última hora, e a meia entrada de R$60,00 foi pro beleléu. A solução foi chegar na porta do Chevrolet Hall e torcer para ainda estar vendendo na hora. E estava, só que a entrada para estudante estava esgotada, e eu tive que desembolsar “míseros” R$140,00 na entrada inteira.
Mas valeu a pena demais, afinal, nunca se sabe se a banda voltará ao Brasil de novo. Assim que eu entrei na pista, o show tinha acabado de começar, e pra abrir o show eles escolheram nada mais, nada menos que Highway Star. Nesse momento o público já gritava igual louco. Por falar no público, uma das coisas mais massas do show foi a interação da platéia com a banda. Simplesmente ninguém ficou parado durante os 120 minutos de show. E tinha gente de tudo o que é jeito, velhinhos que deviam ser fãs da banda desde muito tempo atrás, metaleiros de cabelo comprido e até patricinhas.

O Deep Purple sempre foi uma banda que gostei, mas não entrava na minha lista de favoritos. Mas é bom aprender que uma banda é bem mais do que apenas se escuta em um cd. E é aí que o Deep Purple se diferencia, o show dos caras é uma homenagem a toda história do rock. Não há intervalos entre as músicas, nessas horas o que vemos é um grande instrumental, onde os integrantes da banda tocam os solos mais populares das bandas mais famosas da história do rock. Teve Bob Dylan, Queen, Led Zeppelin, Rolling Stones, Iron Maiden e Metallica. Parece que eu vi umas quinze bandas em um show só.
O ápice do concerto foi quando as luzes se apagaram, e apenas um dos holofotes ficou sob o guitarrista Steve Morse, que apresentava o característico riff de Sweet Child O Mine, do Guns N’ Roses, quando na última nota, ele emenda o maior sucesso da banda, Smoke on The Water (O riff de guitarra da música foi eleito o melhor da história do rock). Imaginem a cena, copos de cerveja sendo jogados pro alto, todo mundo pulando e cantando a música completa por 8 minutos.
O fim do show também foi um momento a parte. A única grande música que ainda não havia sido tocada era Black Night, e todo mundo esperava ansiosamente por ela. Mais uma vez a galera ia a loucura total e cantava a música toda sem parar. E ao final dela o Deep Purple encerrou o show. Mas para as mais de 5000 pessoas presentes na arena parecia que o show ainda não havia acabado, porque todo mundo foi embora cantando o refrão da música. Sério, era um momento que merecia ter sido filmado. E que venham as próximas vezes.
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