Este texto é só para marcar o aniversário de uma das maiores vozes de todos os tempos. Sim, eu sei que estou enchendo a bola do cara, mas ele merece. Ele é o Johnny Cash.
Nota do editor: O aniversário foi ontem, dia 26/02, mas o Kirk mora na selva amazônica, ai o texto demorou a chegar.
A televisão aberta é uma parada interessante nos dias de hoje. Ela teoricamente atende todos os tipos de pessoas: Os idiotas, os inteligentes, os analfabetos funcionais, os críticos, etc, etc. Nessa necessidade, as grandes emissoras carecem, portanto, de analisar seu público; elas precisam saber o que colocar no ar, o que vai dar audiência e, mais importante, por que vai dar audiência. Dependendo da conclusão, um grupo pode ser considerado mais importante pros negócios. Vem comigo… continue lendo »
Pendulum é o nome do álbum que a banda Creedence Clearwater Revival lançou em 1970. É um disco bem mediano, pra falar a verdade. Não é exatamente triste como o Mardi Gras seria, dois anos mais tarde. Nem relativamente agitado como o Willy and The Poor Boys tinha sido no ano anterior. Aliás, mais ou menos na mesma época outra banda, o Steppenwolf, lançou seu primeiro álbum, uma gravação boa de ouvir, um hard rock interessante que em uma música ou outra brincava com acordes de blues. Mas, como o leitor esperto pode suspeitar, eu não estou escrevendo essas coisas à toa.
Na história não existe “se”, é o que dizem os historiadores. O que aconteceu, aconteceu e é desperdício tentar imaginar como seria se um detalhe ou dois fossem diferentes. Bem, pode até ser, mas a verdade é que é divertido pegar uma história consagrada e pensar nas conseqüencias de uma pequena ou uma grande mudança. E se? E se Hitler tivesse mesmo sido assassinado na Operação Valquíria? E se a crise dos mísseis de Cuba tivesse virado uma guerra nuclear em 1962? E se Stalislav Petrov não tivesse impedido outra possibilidade de apocalipse nuclear em 1983? E se a Confederação tivesse ganho a Guerra Civil Americana?
As pessoas mais próximas de mim, como minha namorada e meus amigos, freqüentemente dizem que eu sou chato. E eu sou, eu acho. Passei a acreditar. Só que felizmente para todos nós, não sou um daqueles chatos que falam na hora errada, cutucam os outros, são mal-educados, incomodam, não. Eu sou o chato da crítica. Aquele cara que volta e meia precisa se importar com os detalhes que todo mundo relevou. É incontrolável. E essa minha característica, esse detalhismo, tem seu exponencial na música. E é disso que eu falarei no primeiro texto do ano. Vem comigo… continue lendo »
Um dos maiores clichês do rock and roll é alguém falar que “Ramones é só três acordes”. Eu, como fã da banda, já ouvi incontáveis vezes essa frase e ainda vou ouvir muito, tenho certeza. O caso é que, diferente de muitos fãs, eu não fico bravo, nem exatamente tento desmentir; o máximo que faço é explicar algumas coisas. Talvez o “crítico” em questão não tenha culpa de ser tão raso, talvez ele esteja só falando por que não gosta da banda – o que é perfeitamente compreensível – ou só queira aparecer. De qualquer maneira, talvez tendo alguns fatos em mente essa pessoa se saia melhor em discussões sobre música. Só é preciso um pouco de paciência e ouvir (Ou ler), afinal, como dizia minha avó, “conhecimento não ocupa espaço”. continue lendo »
Fazia talvez dez anos que eu não comprava algo do Maurício de Sousa. Aprendi a ler com as estórias dele, mas com o avançar dos anos fui me distanciando daqueles gibis aos poucos. Até que recentemente, depois de tanto tempo, comprei de novo uma revistinha com aquele velho selo do Bidu… Ou melhor, não é revistinha nenhuma, nem gibi. É uma graphic novel, tem setenta páginas, foi recém-lançada e é uma das melhores coisas desse ano nesse país em matéria de quadrinhos. Sério.
Você está em um carro, ele estaciona no vão entre dois prédios. Seu advogado fala com você e depois sai correndo para o escritório dele. Você obviamente pega o carro, acelera, e o rádio começa a tocar Billie Jean. É 1986, e você é Tommy Vercetti, o novo gângster de Vice City. continue lendo »
Eu freqüento uma loja de quadrinhos, dvds e coisas da “cultura pop” em geral. Apesar de ser uma loja, e possuir uma clientela rotativa, aquele lugar tem um cinturão de freqüentadores que praticamente não compram nada, só sentam e assistem filmes, discutem sobre coisas, passam o tempo. Nesse ponto, é quase um clube fechado. Eu sou parte desse cinturão, desse clube, que orbita o dono da loja e seu balcão. Agora imagine, durante a semana, meia dúzia de caras sérios e trabalhadores, em graus variados de nerdice, falando sobre… O último capítulo da novela.
Semanas atrás, um filme americano satirizando o profeta Maomé provocou uma onda de protestos pelo mundo – manifestações violentas em sua maioria e que resultaram em mortos e feridos. Mais um dia no Oriente Médio: Mortos, ódio e uma reação incrivelmente rápida a qualquer coisa no universo que lhes ofenda só um pouco que seja, especialmente no que concerne a religião e ainda mais especialmente se vem dos Estados Unidos da América.