Então, já faz um certo tempinho que o século 21 começou, mas isso é outra história. Não, não vou comentar ano por ano, pro seu desespero. Vou apenas citar algumas coisas de certa… relevância. Ou seja, você não vai achar nada que preste por aqui, vai embora.
1 + 1 = ISSO Só PODE DAR ERRADO.
O século não começou nada bem pro Rock, tendo em vista que a maioria (pra não dizer todas) das bandas que marcaram o estilo já não existiam mais. E, as que existiam, mudaram a formação, o estilo, a sexualidade, enfim. Com o passar dos anos, algumas surpresas, como a junção de Chris Cornel com a banda Rage Against The Machine, sem o vocalista, formando a banda Audioslave – que na época prometia. Convenhamos, o primeiro álbum da banda até surpreendeu, trazendo um som relativamente diferente do que ambas as bandas faziam. E não parou por aí: O vocalista da banda Stone Temple Pilots se juntou á Slash e cia, formando a banda Velvet Revolver, fazendo uma sonzeira do caraleo. Época de renovações no Rock, eu diria que todo mundo meio que se perdeu no meio da bagunça que a MTV ajudou a criar.
FRACASSOS.
Falando em MTV, o New Metal foi o estilo musical mais deprimente da história, se falando em rock. Não pelo som em si, mas por muitas bandas que quebraram a cara com isso. Quem não lembra da “parceria” entre Limp Bizkit e Metallica? As bandas queriam REVOLUCIONAR, ou algo do tipo. Quando Fred Durst, vocalista do Limp Bizkit, viu que os caras do Metallica estavam gravando seus novos sons sem solos, decidiu tirar todos os solos que se encontravam nas músicas do novo álbum de sua banda, que já estava pronto. A parceria não era bem pra revolucionar. “Nosso novo disco está MUITO PESADO!” – Era o que Fred Durst vivia dizendo. No fim, só uma faixa do álbum inteiro era realmente pesada. E, como assim, não era pra revolucionar? Metallica e Limp Bizkit quiseram ver quem fazia o pior álbum, e o Metallica só perdeu porque eles são bons até quando fazem merda. E Linkin Park com Jay-Z?
ESPERANÇAS, E NÃO ESTAMOS FALANDO DAS NOVELAS DA GLOBO.
The Strokes, The Darkness, Kings Of Leon… cresciam bandas promissoras, que receberam o clássico apoio da mídia, que lança a banda pra todo mundo ouvir até enjoar e depois nunca mais toca no assunto. Mas, é claro, Strokes continuou forte, mas perdeu pelo menos metade da força com seu último álbum, inovando. Não se pode inovar quando se está na mídia. E outra, The Hives voltando pra deixar todo mundo no chinelo, e anunciando o fim da banda após o lançamendo do… terceiro álbum. Mais tarde – leia HOJE -, os caras deixam de lado a idéia e começam a gravar um álbum novo, como se nada tivesse acontecido. Mas aconteceu sim, o Rock está uma porcaria e seria INJUSTO se vocês terminassem agora.
UMA NOVA HISTóRIA, RECOMEÇOS E VELHAS HISTóRIAS.
Por falar em bandas voltando, pra não enterrar o Rock de vez, a banda Queens Of The Stone Age chamou Dave Grohl pra lançar o álbum que entrou pra história: Songs For The Deaf. Um dos mais elogiados por quem entende do assunto. E, por falar em Dave Grohl, Foo Fighters não parou e se manteve sempre na linha, mantendo o respeito e o bom som de sempre. E dia 25 de Setembro os caras lançam seu álbum novo, que promete trazer “peso”, se é que você me entende. Dave Grohl já mostrou que sabe o que é peso quando juntou alguns metaleiros pra lançar a banda Probot, outra bem elogiada, mas que poderia ter se saído melhor. Mas essas bandas nunca pararam, assim como Ozzy Osbourne, que lançou uma OBRA PRIMA nesse ano, ainda preciso ouvir o álbum novo desse cara. Quem voltou mesmo foi o Smashing Pumpkins, trazendo um single sensacional e um álbum digno de voltar pra ficar. Outra que tá voltando é o Alice in Chains, agora sem o vocalista, claro – O cara morreu, né. Será que essa volta vai ser boa? Não seria bem uma volta, os caras se uniram umas vezes pra fazer uns shows, mas nunca mais gravaram um álbum. Agora vão. Outra boa foi a gravação do Acústico MTV Ultraje a Rigor. Os caras derrubaram essa de que a MTV estraga as bandas, fazendo um acústico sensacional e que até hoje eu não me conformo de ter conseguido colocar meu nome na lista do povo que iria assistir ás gravações e não ter ido.
ASSUNTOS QUE NÃO DEVERIAM SER DISCUTIDOS.
Guns n’ Roses voltou depois de um bom tempo, trazendo um som… fraco, provando que o Slash carregava a banda. Sandy & Junior gravaram um acústico para celebrar o fim da dupla, e eu só citei isso aqui porque ninguém vai ler um parágrafo que comece com Guns n’ Roses. Aproveitando isso, vamos falar de uma cena que cresceu muito nesses tempos: Indie. Strokes e Franz Ferdinand, a princípio, eram as bandas que todo mundo gostava. Depois foram surgindo Arctic Monkeys, The Killers, Magic Numbers, Kaiser Chiefs, enfim, uma enorme quantidade de bandas que seguiam o padrão “New Rock”. O Indie acabou virando também um estilo musical pra muitos, mas isso é um fato para ser ignorado. Considerados os salvadores do Rock, considero as bandas Indie a prova que o Rock já não tem mais salvação.
POLÊMICA.
Outra coisa que podemos comparar ao New Metal em termos de medíocre, é a cena Emo, que conseguiu fracassar mais lindamente que o New Metal. Os emos simplesmente foram os novos Judeus dessa década, acho que essa é a melhor frase pra se resumir o que aconteceu. Imagine um lugar com um monte de gente com uma coisa estranha na cabeça, roupas esquisitas, pessoas chorando e morrendo, passando fome, enfim. Não, não é um campo de concentração feito por nazistas pra “armazenar” Judeus, é um show Emo. O fracasso foi pelo fato de que os seguidores do movimento eram alvo de um preconceito COMPARÍVEL ao da segunda guerra mundial. Em relação ao som, a idéia era ser um fracasso, mesmo, senão não seria Emo. RÍÍÍ, SACOU?! Ahn… enfim, eu acompanhei algumas bandas do gênero e posso dizer que poucas delas até agradam. E todas enjoam. É só ouvir My Chemical Romance, Fall Out Boy, Panic! At The Disco e Billy Talent pra saber que eu não estou mentindo. Ao menos, o movimento rendeu o nome dessa coluna.
JÍ ERA DE SE ESPERAR.
O Pearl Jam já não é mais como antes, mas CAUSOU nesse começo de década. Atualmente, os caras estão meio afastados da mídia, pelo menos por aqui. Bom, deve ser pelo fim da rádio 89 FM, A Rádio Rock aqui de São Paulo. Após conseguir um público fiel e uma audiência respeitável, de um dia pro outro a programação da rádio começou a mudar, ficando mais… pop. Mas o bizarro mesmo foi quando eles mudaram TOTALMENTE a programação, também da noite pro dia. Segunda Feira você liga o rádio e começa a ouvir Black Music. Já sem o slogan de “A Rádio Rock”, dessa vez a 89 passou a ser mais uma Jovem Pan, deixando a missão de divulgar o Rock com a Kiss FM e a Brasil 2000. Voltando a falar de Pearl Jam, os caras conseguiram parar São Paulo. Fãs, com o apoio da 89, fizeram uma manifestação para que a banda pudesse tocar no local combinado – Após o show que a rádio Mix FM promoveu no local onde iria acontecer o show da banda, a Prefeitura do estado não iria mais permitir mais shows por alí por causa da BADERNA causada. Até os fãs conseguirem o contrário, claro. Outras bandas que pararam o Brasil foram U2, com o fenômeno Katilce e Rolling Stones, com o fenômeno de fazer um show gratuito no Rio de Janeiro sem que metade do público fosse vítima da violência local.
ETC.
Muitas bandas foram esquecidas, eu estou realmente me esforçando pra me lembrar de umas. Por exemplo, não sei o que aconteceu com Creed, Blink 182, Elvis Presley e Paralamas do Sucesso. Bom, a última banda até lançou uma música legal no ano passado, senão me engano. E o Lobão, surgindo do nada, gravou um acústico MTV. Por que esse povo não se aposenta? Titãs já era, nem quero citar a banda por aqui. IRA! também lançou seu acústico, e os caras não param – Nasi e Edgard Scandurra estão com seus projetos paralelos. Pitty, a nova “musa” do Rock brasileiro também BOMBOU, participando até do acústico do IRA!. Não há muito o que se falar sobre bandas nacionais, mas tivemos uma volta de peso: Plebe Rude. Porém, o álbum novo dos caras não foi lá muito bom. Outra banda que vem fazendo história é o Matanza, naquelas de música pra macho, uma beleza. A cena independente do Rock brasileiro deve ser minuciosamente vasculhada, é nela que você vai achar coisa boa por aqui.
Só?
Suguei ao máximo o que fui lembrando, seria covardia pesquisar por mais acontecimentos pra prender vocês por três horas por aqui. As coisas foram de mal a pior na primeira metade dessa década, só o começo do século – Mal é a “ponta da cabecinha”. Mas já dá pra se esperar por melhorias, vamos apostar nessas voltas, e até mesmo nessas bandas que acabam e se juntam á outras. Quem sabe você poderá falar coisas boas pro seu neto sobre a nossa época, mas é bom não ter muitas esperanças.
Agora é sua vez. Larga a mão de ser preguiçoso e lembre de algo relevante pra você, comenta aí.
Certo. Que “Paranoid” é um grande clássico do roquenrôu todo mundo sabe. Que Ozzy Osbourne é um grande ícone no mundo do rock (Independente de subdivisões. Não interessa se o cara é metaleiro, indie, emo, tanga, o que for. Nego conhece o Ozzy, com certeza. E sabe que ele é um grande ícone do bagulho todo) todo mundo também sabe. Que “Black Sabbath” e “War Pigs” revolucionaram a música trazendo um tom mais sombrio ao rock todo mundo também sabe, ou pelo menos desconfia. Enfim, vir aqui escrever uma matéria sobre o Sabbath seria com certeza o óbvio do óbvio. Mas isso, claro, se a fase de Ozzy Osbourne no Sabbath fosse a única.
Quase todo mundo conhece a banda na época em que o Ozzy cantou, e muita gente conhece também a fase Dio do Black Sabbath. O que é impressionante mesmo é como isso contrasta com o pouco de gente que chegou a ouvir o som deles com Glenn Hughes, Ian Gillan e Tony Martin (eu provavelmente ainda tô esquecendo um ou dois). E o que é terrível nisso tudo é que os fãs xiitas de Ozzy Osbourne geralmente se recusam a ouvir o resto das músicas do Sabbath, afirmando que a banda sem o Ozzy é ruim sem sequer ter ouvido as músicas. O resto dos fãs de Sabbath, salvo excessões, passam oitenta por cento de suas vidas na eterna discussão sobre Ozzy Osbourne e Ronnie James Dio. “Ai, que a época do Ozzy foi a clássica”, “Ai, que o Dio canta muito mais”. Nessa brincadeira, acabam se esquecendo que o Sabbath não parou com o Dio.
Pois então. Hoje eu vou tentar mostrar um pouco do “pós-Dio”, e, quem sabe, trazer mais música boa pra vocês. Talvez eu acabe transformando isso numa série de posts, também. Mas isso depende muito de eu deixar a preguiça de lado. O que, aliás, é bem complicado. Se bem que eu pretendo falar sobre o Born Again, disco onde Ian Gillan (Deep Purple) faz o vocal.
Comecemos, então, com Tony Martin(1987-1991 no Black Sabbath). Ele, que antes era vocalista do The Alliance, entrou no Sabbath para o álbum The Eternal Idol, que originalmente seria gravado com Ray Gillen no vocal. Segue abaixo uma review de Headless Cross, o segundo álbum da época de Martin.
O som começa com uma faixa introdutória, Gates of Hell, faixa de um minuto e seis segundos de sons estranhos. Uma introdução sombria. Perfeita para o que talvez seja um dos trabalhos mais obscuros do Sabbath.
Em seguida, o som da bateria molda o esqueleto do álbum, e a guitarra de Tony Ioomi entra, dando vida, enfim, ao cd. Após o riff introdutório, Tony Martin entra com seu vocal, e assim explode Headless Cross, a música título do cd. A música cresce, aos poucos, com picos no refrão. A voz de Martin tenta lembrar a época do Dio, mas com um toque pessoal completamente diferente. A letra mostra que o álbum está de certo modo mais sombrio e desesperador do que o Sabbath costuma ser, equiparando-se, talvez, á própria Black Sabbath. O som se mantém um pouco frio, obscuro. E, claro, não pode faltar uma maravilha de solo do Ioomi.
Devil and Daughter traz finalmente a explosão que se aguarda durante toda a música anterior. O som começa a correr mais rápido, como se tivesse chegado finalmente á corrente principal de um rio. O som aqui é legal pra cacete, até.
O som então murcha, iniciando-se a música mais sombria do álbum todo: When Death Calls. A introdução do teclado vai te preparando para um golpe da própria morte, quando entra o refrão. E ele vem, como um corte preciso da foice da própria. Do caralho o riff do refrão, aliás. Simples, mas do caralho!
Kill in the Spirit World começa, e mais uma vez somos transportados á corrente principal do rio. O som é fluido, algo como um Hard Rock das trevas, ou algo assim. A música desacelera, no meio, dando início a um solo completamente medonhão do Ioomi. Após a passagem sombria, mais uma vez nos vemos na fluidez da música. Outra vez, uma fluidez sombria. Algo como atravessar um rio entre duas tribos vudu, sei lá.
Mais hard rock, ainda sem perder a fluidez. Call of the Wild irrompe num riff que sintetiza bem o hard rock oitentista da época. A música logo volta ás sombras, claro, mas se mantém bem animada.
Como um trovão, Black Moon irrompe. A música vem com uma levada mais forte, digna de hit. O refrão traz tanto a alma do Black Sabbath quanto o rock’n’roll da época. A bateria de Cozy Powell traz ainda a fluidez das músicas anteriores, mas a guitarra dá a ela uma força que ainda não havia sido alcançada no disco.
E é então que, para o grandioso final, surge Nightwing. Ela chega lenta, sorrateira, parecendo o merecido descanso ao final de uma viagem através da escuridão (o baixo fretless aliás ficou do caralho!). Mas é então que Powell dá o primeiro aviso da ascensão final das trevas, seguido pela guitarra tenebrosa de Ioomi. A música tenta voltar ao que era, mas agora já está manchada pela sombra profana do Sabbath. E aí, claro, não tem baladinha que se segure. A doce canção logo vira uma ode ás trevas, e as tentativas de transformá-la de volta numa canção final de repouso são todas em vão. Se você chegou nesse ponto, o próprio cramunhão já levou sua alma e qualquer esperança não só pode, como deve ser abandonada.
Enfim, se você procura algum som novo do Sabbath, se você quer algo além de Ozzy e Dio, eis aí uma bela opção. Claro, não vai soar quase nada como o Sabbath do Ozzy. Se é isso que ce tá procurando, vá ouvir Sabbath Bloody Sabbath ou Master of Reality, rapá!
Mais um som novo pra vocês! Dessa vez a banda The Donnas, sim, aquela com MULHERES, lançou um novo single, corre lá pro MySpace delas pra ouvir. O nome do som é Don’t Wait Up For Me, e em breve elas gravarão um videoclipe.
Olha, não sou lá muito chegado ao som que a banda faz, mas posso dizer que essa música é… LEGAL. A banda vai se apresentar no Brasil dia 22 em Porto Alegre (Bar Opinião), dia 23 em Curitiba (Via Rebouças) e dia 25 em São Paulo (Clash Club), ainda nesse mês.
Eu sei por que velho não joga: Porque os jogos evoluem e melhoram com o tempo. E as pessoas não.
Veja se você reconhece o diálogo:
– Mas olha, quanto bichinho colorido nessa tela, como é que você consegue saber qual é você? – Como assim? Eu tô ali, sou aquele com a espada Stormbringer, matando aquele bando de orcs. – Mas e esses outros de azul aqui? – Ah, esses eu comando também, vou mandar eles defenderem a ponte, ó… – Mas como que você continua lutando ali e faz isso ao mesmo tempo? – Eu uso o direcional pra chamar o menu e dar ordens, e uso o analógico pra controlar o meu personagem enquanto isso. – Ah, tá. Pra isso que tem tanto botão nesse controle então… Não sei como você consegue. Quando eu tinha Atari, era um botão só, mais simples, mais direto. Jogo não tinha complicação, era só diversão.
Ou esse:
– E o que que é isso que você joga tanto aí? Não vejo acontecer nada nesse jogo, só fica esses diálogos aí na tela e esses filminho passando. – É RPG, é assim mesmo. – Mas o que que acontece nesse jogo, eu não vejo você fazer nada. Não mata nada, não atira, não pula… – O que interessa é a história, o desafio é fazer a história ir pra frente e ver o que vai acontecendo. – Ah, que besteira. Quer história vai ler um livro! No meu tempo sim que vídeo-game era bom; River Raid, Enduro, Space Invaders, era cheio de ação, não dava pra tirar o olho que você perdia uma vida… Precisava de agilidade. Era um treino de rapidez aquele vídeo-game.
Rumble Roses, do Playstation 2. Vai dizer que o Atari era MAIS legal que isso?
Se você já ouviu a variação de algum desses diálogos, sabe que um dos protagonistas deve, necessariamente, ser alguém de quase 30 anos ou mais. Só pessoas com quase 30 anos, que jogaram muito Atari quando crianças, conseguem desdenhar tão facilmente das plataformas e jogos atuais, valorizando excessivamente os jogos antigos.
Gostaria de apresentar, através de uma série de posts, uma reflexão a respeito da qualidade e nível de diversão dos jogos atuais em relação aos jogos antigos. Esta reflexão partiu da observação de uma possível tendência, entre os gamers com quase 30 anos (como eu), de avaliar os jogos mais antigos de maneira desproporcionalmente favorável.
Em relação aos vídeo-games, confesso a vocês que estou cansado.
Cansado de escutar tanta gente falar besteira.
E nessa minha carreira de jogador, já escutei MUITA besteira. Mas com certeza uma das que escuto com mais freqüência, são os comentários a respeito de como os “jogos de antigamente eram legais”. Tudo bem, existem os grandes clássicos, respeitados por todo mundo: Super Mario World, Double Dragon, Gran Turismo, Final Fantasy, a lista é imensa e vocês sabem do que estou falando.
Porém, sempre sei que a argumentação racional começa a descer pelo ralo quando o sujeito começa a falar que os jogos de antigamente eram MAIS LEGAIS do que os jogos atuais. Que eram mais dinâmicos, mais acessíveis, mais divertidos e outras insanidades.
Se for pra falar merda pelo menos tenha ATITUDE como o Capitão.
Com o tempo, passei a notar que esses ignóbeis hereges normalmente são VELHOS. Nem sempre na idade, mas sim na atitude. Ou seja, são aqueles infelizes que pararam de jogar vídeo-game, pelo motivo esfarrapado que seja. Pois todo motivo é esfarrapado pra se parar de jogar.
Portanto, resolvi explorar um pouco mais essa ligação entre pessoas que pararam no tempo, nostalgia gamística e a evolução dos jogos desde o Atari. Vamos supor, por breves momentos, que estes não-jogadores tenham motivos coerentes para falar as sandices que falam e, caridosamente, vamos procurar entendê-los. Quem sabe? Talvez um dia VOCÊ comece a falar este tipo de besteira também.
Serão 10 posts, divididos em tópicos específicos, pra vocês, tangas, não ficarem “cansados” de ler. Serão publicados diariamente, porque eu gosto de vocês, apesar de tudo.
Parte 1 – Identificando um gamer que parou no tempo.
Parte 02 – O percurso do jogador médio.
Parte 03 – Orra, mas pra quê tanto botão.
Parte 04 – A vida acontece em 3D.
Parte 05 – Saves: a salvação dos jogos.
Parte 06 – Sagrada Mãe Internet.
Parte 07 – O todo-poderoso compact disc.
Parte 08 – Espaço, a fronteira final.
Parte 09 – Mais exemplos de avanços nos jogos.
Parte 10 – Conclusão.
Dedico esta série a todos os jogadores verdadeiramente hardcore. Como diz aquele comercial do Xbox:
A vida é curta, motherfucker. Jogue mais.
(Originalmente publicado no site www.gamereporter.org – agora no Ato ou Efeito; revisto, ampliado, com mais sabor e vitaminas.)
PARE TUDO. Vamos falar de The Hives. Os caras começaram com o álbum Barely Legal, em 97, com uma sonzeira SENSACIONAL. Rock de garagem com uma pegada punk única, qualquer banda era TANGA perto de The Hives. Em 2000, os caras gravaram o álbum Veni Vidi Vicious, que fez a banda ser conhecida por mais gente, e principalmente por VOCÊ, que assiste novela – A faixa Hate To Say I Told You So fez parte da trilha sonora da novela O Beijo do Vampiro, da Globo. Os caras voltaram com um som fraco, mas ainda eram empolgantes.
Em 2004 os caras resolveram fundir os dois álbuns antigos pra lançar o disco Tyranossaurus Hives, que também serviu pra anunciar o possível fim da banda. Com a sonoridade melhor que o segundo álbum, esse seria um bom disco de encerramento, mas os caras estavam apenas fazendo cu doce.
The Black and White Album é o novo álbum da banda sueca, e será lançado no dia 8 de Outrubro na Inglaterra e no dia 9 de Outubro nos EUA. Hoje, dia 14 de Agosto, o novo single, Tick Tick Boom, foi colocado para download pela banda, apenas para os EUA. Se você também ficou puto com isso, calma, a gente disponibiliza o vídeo ao vivo desse som por aqui:
Duas coisas: SENSACIONAL. LOL.*
Não é mais aquela pancadaria do primeiro álbum ou o som mais limpo do segundo, mas mais uma vez a banda uniu as duas coisas, ao menos nessa faixa. Rock de primeira, daqueles que fazem você se perguntar por que DIABOS pessoas gostam de bandas de Indie Rock. Ou de Beatles.
A primeira impressão que esse som me passou é que o novo álbum dos caras tem tudo pra ser BOM. Enquanto o álbum não é lançado, bolem planos pra trazer essa banda pro Brasil.
É só visitar o MySpace da banda pra ouvir o som novo: Flanningan’s Ball. Essa é uma das faixas do novo álbum da banda, The Meanest Of Times, que será lançado no dia 18 de Setembro.
A banda Dropkick Murphys (tente decorar esse nome) ficou mais conhecida no Brasil após ter uma de suas músicas na trilha sonora do filme Os Infiltrados. A música era I’m Shipping Up To Boston, que está no álbum The Warriors Code, de 2005. A banda não é nada nova, já tem vários trabalhos e faz um som realmente legal de se ouvir. O som novo dos caras não foge dessa linha, que até lembra os trabalhos antigos da banda Bad Religion. Bom, se eu fosse você, não teria lido nada disso e teria ficado só com a música.
A novela da Record “Caminhos do Coração”, que tem data de estréia para dia 27 de agosto, tem pôsteres liberados. Eles mostram os principais personagens da série, e como podemos esperar, a sensação de deja-vú vai ser freqüente. E como acho quer ninguém que ler isso vai assistir, não me darei ao trabalho de escrever um resumo da novela, até porque eu não sei nada sobre ela.
Mas enfim, pôsteres liberados. São os seguintes, com suas frases de chamadas que devem ter sido feitas por uma grande equipe, pra que a culpa da merda que ficou possa ser dividida entre todos. Vamos aos pôsteres, e me digam o que acham deles, afinal, não tenho palavras para descrever eles, porque elas seriam meio ofensivas no momento.
Pelo que pude ver, temos o Pyro, o Parkman, o Mestre do Kung-Fu, o Anjo, o Lobisomem e uma tiazinha com fumaça nos olhos.
Posso não esperar muito, mas sabe, vou ver mesmo assim.
Dia 1º de Outubro sai o novo álbum do The Cult, Born Into This. O que você espera da banda? Eu, sinceramente, não espero muita coisa.
Enfim, clicando aqui você poderá ouvir o som novo dos caras, Dirty Little Rock Star. Sinceramente, nada inovador, e o começo lembra… The Killers. Não sou fã da banda, então não seria justo fazer uma crítica.
Born Into This – The Cult
Lançamento: 01/10/07
1. Born into This
2. Citizen
3. Diamonds
4. Dirty Little Rock Star
5. Holy Mountain
6. I Assassin
7. Illuminated
8. Tiger in the Sun
9. Savages
10. Sound of Destruction
11. Stand Alone