Caraca, tem que falar de jogo bom pra vocês de novo? Mas o PS2 não está me dando fé, o que fazer? Vou jogar DS… Peraí, mas tem jogo bom no DS! (Apesar das constantes reclamações de nosso editor-chefe…) E se chama Final Fantasy Tactics A2: Grimoire of the Rift.
“Cagaio, Black, que nome grande!”
É, eu sei, pequeno gafanhoto, por isso vamos chamá-lo de FFTactics A2, beleza? “E o que é esse Tactics A2, Black?”, você me pergunta, caro jogador de Final Fantasys? Senta, que lá vem história. continue lendo »
Eu acho bastante compreensível que muitos jogadores hardcore não conheçam Final Fantasy X-2. Eu mesmo só joguei porque sou fã da série. Mas é horrível, porque é um jogo extremamente girl power, cheio de musicais, danças e trocas de roupa. É sério. Rolava até cenas de banho no jogo:
Então, dêem aí uma olhada na notícia que eu vi no Gamasutra:
This week’s Japanese game hardware and software charts – covering the period ending December 21st, saw the PSP’s weekly hardware sales surge — but Nintendo’s DSi still topping hardware charts.
Overall in the hardware charts, the DSi topped 200,000 units for the second week in a row, managing 204,100 units. While the PSP surged to 146,000 units sold, the Wii was still third, at 131,000 units, and the DS Lite continued strong sales at 50,300 units.
Cara, eu estou muito preocupado com o futuro do Playstation Portable. Se ele morrer em definitivo no ano que vem, vai ser o FAIL mais deprimente de toda a história dos vídeo-games, provavelmente comparável apenas à queda do Dreamcast.
Porque a comparação com o Dreamcast? Porque ambos são belíssimas e competentes peças de hardware, para as quais saíram muitos jogos bons, mas que foram lançados em momentos estranhos da história games, e acabaram caindo no limbo gamístico, superados por outras plataformas mais populares.
Na mosca Tchulanguero. Tá ficando cada vez mais difícil dar uma jogadinha rápida e malemolente. Nem os jogos de luta se salvam mais. Estou prevendo que o próximo TETRIS vai ter história também, com vídeos de tela cheia e tudo o mais.
Coisas que eu odeio nos games pt.5
Como eu anunciei na semana passada, após breve pausa retornamos agora a essa epopéia reclamadorística, onde cobriremos todos os aspectos possíveis e imagináveis que possam nos irritar nos jogos. Quando assumi essa tarefa eu não tinha idéia do tamanho da roubada, mas hei de persistir e exaurir todos os momentos e lances gamísticos que fazem meu ovo esquerdo doer e quase abandonar essa tão proveitosa atividade que é jogar vídeo-game. E vocês lerão tudo, e sentirão as mesmas dores que eu. E vocês também quase pensarão em largar o vício, mas então, deste momento crítico, nascerá o amor verdadeiro pelos jogos: quando você olha para o seu console objeto de afeto e pensa “você é uma merda, mas EU TE AMO VÍDEO-GAME”.
Porque o amor é brega, e a quem ama o feio, bonito este lhe parece. Pergunta pra sua mãe se ela te acha feio. Mas vamos ao nosso tema de hoje:
100 HORAS/100 SACO
Sabem, há muito tempo atrás, numa década distante de 80, vídeo-game era coisa de criança. Acho que foi assim até mais ou menos o fim da vida do Super Nintendo e do Saturn, lá pelo meio da década de 90. Naquela época os jogos eram majoritariamente coloridos e meio viadinhos de uma forma geral. Acho que a coisa mais violenta e adulta que existia era a calcinha da Chun-li.
Sério. Violenta. Ela era tão gostosa que chegava a doer em mim.
Já perdi o foco. Puta merda, é só ver uma calcinha que eu esqueço o que tô fazendo.
Mas enfim, creio que com o advento do Playstation no mercado brasileiro, pudemos contar com coisas um pouco mais maduras, o que já acontecia nos computadores há muito tempo com jogos como The 7th Guest.
Crássico
E gradualmente os vídeo-games passaram a ser apreciados também pela massa mais adulta, que agora podia contar com diliçinhas como Resident Evil, Silent Hill e Mortal Kombat em toda sua glória psicótica, rubra e sem noção. Não necessariamente nesta ordem.
Pues, eis que de repente os vídeo-games deixaram de ser atividade apenas de crianças vagabundas comedoras de Trakinas com Quick de morango, e se tornaram também maneira de fazer seus tios e primos perderem tempo em frente à tela.
Aonde eu quero chegar com isso? Boa pergunta champs. Achou que eu tinha me perdido né?
Foto: Chun-li
Do que a gente tava falando mesmo?
Ah, sim, eu falava que: desejo morte a todos os desenvolvedores que ainda não se ligaram que vários dos jogadores hoje em dia são ADULTOS, que precisam fazer outras coisas da vida como trabalhar, dormir, fazer churrasco e tomar cerveja. E, portanto, gostaria que parassem de fazer jogos com 100 horas de jogo. É claro que estou falando de Final Fantasy XII, o maldito jogo que eu NUNCA vou terminar na vida.
Quem acompanha essa coluna há alguns meses já sacou que eu pago pau pra Square e pra série Final Fantasy de uma forma geral. Mas véi, eu ODEIO o fato de lançarem um jogo da série que eu nunca vou conseguir terminar. Como pode as coisas chegarem a esse ponto? Um FÃ da série não consegue achar tempo pra terminar um jogo que adora. Isso não é só frustrante como também começa a te deixar com um pouco de raiva da empresa que você costumava apreciar.
Porque, convenhamos: FFXII é um jogo que caberia muito bem em umas… 30 horas. Assim como a maioria dos jogos de 50 horas caberiam numas… 10 horas. Sério. Pega qualquer RPG como Final Fantasy e Zelda, desconta o tempo que você fica FUCKING andando perdido de um lado pro outro, ou fazendo quests de voltar nos mesmos lugares trocentas vezes e o que sobra? Umas 2 horas de vídeozinhos, umas 4 de diálogos e uns… 37 minutos de jogo concreto.
Eu tenho mais de 70 horas de jogo em Final Fantasy XII, e quando eu tento lembrar de onde gastei essas horas, só consigo visualizar o meu grupo de personagens andando de um lado pro outro, muitas vezes indo e voltando pelos mesmos lugares pra ganhar experiência e entrar numa área um pouco mais adiante. Entra na nova área e repete tudo de novo. Soma aí mais várias dezenas de minutos gastos nos menus, pensando em estratégias para os gambits. Compra equipamento novo nos shops, testa equipamento, muda magia, etc, etc DOR NO MEU OVO ESQUERDO.
Isso é RPG ou Xadrez?
Eu sei que isso faz parte do jogo, e que é a espinha dorsal do que define um RPG. Mas não consigo deixar de ficar meio puto por gastar HORAS repetindo ad nauseum as mesmas atividades de ficar mexendo em menus e exterminando os mesmos bichos. Aliás, existe uma expressão em inglês pra isso: level grinding; quando você gasta tempo melhorando seus personagens pra poder avançar nas barreiras invisíveis do jogo. É uma atividade redundante, porque o jogo deveria ser ajustado para que você fluísse através dele, sem precisar parar em certos segmentos só pra ficar mais “poderoso”. É perda de tempo, é sinal de jogo mal-planejado. Ou intencionalmente programado de forma a estender artificialmente as horas de jogo.
Além do mais, me digam o que tem de TÃO errado num jogo curto? O que vocês preferem: um jogo de 100 horas das quais 70 horas são encheção de lingüiça ou um jogo de 15 horas de pura diversão? Sério cara, qualé a dificuldade em fazer as contas? Com menos encheção de lingüiça, teríamos menos tempo em desenvolvimento e conseqüente menor ocupação dos funcionários das empresas desenvolvedoras. O que redundaria inclusive em preços menores nos jogos. Acho que é do interesse de todos nós que a encheção de lingüiça seja abolida.
Ok, vamos lá. Na semana passada eu tava puto com esses jogos que pegam carona na onda de “jogos das antigas”, oferecendo um produto extremamente meia-boca que não aproveita a capacidade do seu console e ainda é lançado com preço de jogo novo. Aí eu falei das pessoas nostálgicas, que provavelmente são os maiores culpados por isso continuar acontecendo. Aliás, eu já escrevi uma série inteira sobre isso, mas vocês demoram pra entender as coisas e tals.
Como eu ia dizendo, não existe problema nenhum em você ter saudades do passado. Eu, por exemplo, gostava muito de brincar de churrasqueiro com as minhas priminhas quando era pequeno; afinal, minha lingüiça fazia sucesso com o publico feminino desde a mais tenra idade. Inclusive, isso deve explicar porque eu gosto tanto de churrasco hoje em dia. Mas isso não significa que eu vá me prender ao passado e continuar só oferecendo sempre lingüiça pra todas as mulheres que aparecem na minha frente. Não. Hoje em dia, além da lingüiça eu ofereço picanha, e ganho em troca MUITA chuleta e MUITA maminha. A gente cresce, e o passado não pode passar de uma lembrança agradável. O tempo não volta, porra.
Difícil é explicar isso pra esses gamers saudosistas.
Aqui seu corno: TUDO BEM você gostar dos jogos antigos. Vai lá, baixa uma merda dum emulador e se acabe de jogar a biblioteca do Super Nintendo. Eu mesmo faço isso de vez em quando. Inclusive, eu gosto tanto de alguns jogos antigos que mantenho sempre o Vagrant Story no meu PSP. Aquilo foi um PUTA jogo do Playstation. E nem preciso falar da minha paixão por Final Fantasy Tactics e tals.
Vagrant Story: CRÁSSICO INSTANTÂNEO. E ninguém conhece.
Mas, porra, mesmo eu adorando Final Fantasy Tactics, eu só me empolguei mesmo com o relançamento dele pro PSP porque eu sabia que o jogo teria uma nova tradução, mais classes de personagens, uma trilha sonora melhorada e um monte de novas cenas primorosas em FMV. Virou quase outro jogo. E as adições tiraram proveito das capacidades do PSP, transformando o relançamento em algo digno de se pagar full price. É praticamente um jogo novo mesmo.
Paga-pau forever
Outro ótimo exemplo é o recente remake de Final Fantasy 4 para o Nintendo DS: eles simplesmente refizeram o jogo INTEIRO em 3D, com adição de vozes e trilha melhorada, também. Essa é a maneira certa de você lembrar do passado, atualizando as coisas que foram boas e adequando-as aos tempos atuais. Final Fantasy 4 é o exemplo típico de uma coisa que era muito boa e que pôde ser melhorada, com a utilização correta da capacidade dos consoles contemporâneos. Vai se foder, é por isso que eu pago pau pra Square. Compara aí as duas versões, pra ver como ficou legal em 3D:
A versão do NDS é a das fotos da esquerda, noob. E olha que o Nintendo DS nem é tão mais poderoso assim do que o Super Nes. É só questão de vontade dos desenvolvedores mesmo.
Agora, me emputece ver uma bosta como esse N+ sendo lançado aí e ganhando altos scores. Meu, vsf, desde que lançaram essa merda, já alcançou uma nota média de 8,2 na média de 12 sites diferentes. Como pode? Sério, olha pra isso:
Merda
Isso é uma MERDA, véi. Isso é uma afronta a todos os desenvolvimentos tecnológicos nos games. Isso é um caça-níquel motherfucker, isso é qualquer coisa, mas me recuso a chamar isso de “jogo”.
Enquanto ficam aí pagando pau pra essa bosta, jogos bons do NDS passam BATIDAÇOS, totalmente fora do radar gamer. Por exemplo, alguém aí ouviu falar de Touch Mechanic? Nem sabe o que é, né não? Vê um vídeo aí:
Então, olhai: é basicamente um Trauma Center, (jogo revolucionário, todo mundo conhece) só que com o tema de conserto e tuning de carros. Tu vai lá com a stylus e fica trocando pneu, mudando spoiler, pintando o carro, trocando filtro de ar, e tudo que cê tinha vontade de fazer no Gran Turismo mas não dava. E com a mesma interface e feeling do Trauma Center.
RULES.
Cara, isso que é uma porra dum jogo que merece pagação de pau. Isso que é inovação e aproveitamento das capacidades do NDS. É justamente esse tipo de coisa que a gente precisa ver mais: jogos contemporâneos que criam novas formas de jogar e permitem que a gente faça coisas nos games que nunca fizemos antes. Taí um exemplo coerente de jogo full price que deveria estar disponível pro maior público possível.
Mas, é claro, a porra do jogo só saiu na europa. E só em francês.
Essa semana tem UM lançamento de gente, mas ele vale por muitos.
Final Fantasy IV (Nintendo DS)
O portátil da Square Enix Nintendo recebe mais um jogo de grande porte. Final Fantasy IV foi lançado originalmente para Super NES em 1991 pela então Square. Foi o primeiro Final Fantasy a introduzir personagens mais profundos, histórias mais densas e o Active Time Battle, sistema de batalha usado até o Final Fantasy IX e definiu algumas das características da série, como história focada nos personagens e o uso de tecnologias de ponta, no caso um sistema para simular 3D. Um divisor de águas e também um ótimo jogo, ainda hoje um dos favoritos de vários fãs.
Final Fantasy IV volta agora em 3D pelo mesmo time do remake de Final Fantasy III em comemoração aos 20 anos da série, com vídeos em CG, minigames, dublagem e algumas mudanças menores no gameplay. Todas essas mudanças estão muito bem executadas e revivem esse clássico que entra imediatamente na lista dos jogos que todo jogador de Nintendo DS deve ter.
Cês sabiam que quando o sapo macho não atrai mais as fêmeas ele troca de sexo para continuar se reproduzindo? Sapo velho é exemplo de adaptação ruim.
Aproveitando o Overdose Adaptações, vamos falar nessa coluna sobre todos os tipos de conversões entre vídeo-games e as outras mídias existentes. Como sempre, vocês provavelmente sentirão falta de uma porrada de jogos aqui. Mas também, como sempre, eu só falo dos jogos que eu conheço e já joguei. Compromisso com a credibilidade jornalística, sabem como é.
Adaptações Boas
As adaptações boas são bastante raras. Só consegui lembrar de umas poucas adaptações inquestionavelmente boas:
Silent Hill Dos games para o filme: O clima de horror e paranóia constante foi levado de forma íntegra para o filme. Não foi sucesso de público nem de crítica, mas é, inquestionavelmente, Silent Hill.
Lord of the Rings Dos livros para os games: nunca deu muito certo. Sério, só saiu bomba. Nem procurem. Dos livros para o cinema e então para os games: Aqui ficou bom. A série Battle for Middle Earth rendeu um dos melhores jogos de estratégia disponíveis até hoje.
Lego Dos brinquedos para os games: ESPETACULAR, uma das misturas mais improváveis e que mais deu certo em forma de paródia de Star Wars e Indiana Jones. Não deu tão certo no lance do Bionicle Heroes, mas esse dá pra esquecer.
Dune Dos livros para os games: fundou a era de ouro dos jogos de estratégia, e os ecos da série Dune são ouvidos até hoje nos jogos de estratégia. Méritos extras por vir direto dos livros para se tornar um jogo.
Final Fantasy
Caralho, a parada saiu em Blu-ray
Dos games para o cinema: Gerou duas animações complexas demais para as massas (The Spirits Within e Advent Children), que requerem um certo conhecimento prévio da série de jogos. Mesmo sendo pouco acessíveis, ainda assim são espetaculares e demonstram o poder criativo e gráfico dos estúdios da Square. Pau-a-pau com a Blizzard no quesito excelência em tudo que faz.
Dos games para os animes: Assisti dois (Unlimited e Legend of the Crystals) e paguei pau para os animes. Novamente, parece que fazem mais sentido para o público que acompanha a série, mas o fato de existir esse pré-requisito não torna o material ruim.
Outro ponto que contribui para que Final Fantasy dê certo é a riqueza do universo da série; os enredos dos rpg’s já foram para todos os lados possíveis, desde passado medieval, mágico e cyberpunk, até o futuro… medieval, mágico e cyberpunk. Também ajuda muito o fato da série ter uma legião de fãs, principalmente no Japão. O público cativo dá força a qualquer produto que saia dentro do universo Final Fantasy.
Finalmente, ponto para a Square por não vender os direitos de tudo que se relaciona á série, e mantém mão-de-ferro no controle do uso da marca. Creio que isso contribui enormemente para a manutenção da qualidade dos produtos finais.
Adaptações ruins, porém boas
Sim, ruins mas boas ao mesmo tempo. São aquelas adaptações que não são muito fiéis ao universo original, ou então sempre parece ter alguma coisa errada. Mas, no fim das contas, você acaba se divertindo com a porcaria.
Yu-Gi-Oh! Do anime para os games: O anime é ruim pra cacete, então nem teria como render algo bom. Surpreendentemente, o bagulho funciona muito bem como um jogo de cartas eletrônico, talvez o melhor desde Magic: the Gathering. Mas não espere por nada além disso.
Alien/Predator Dos filmes para os games: O apelo dos monstrengos sempre foi enorme para o público gamer, e já renderam uma porção de jogos. Prefiro lembrar dos jogos bons como Alien 3, do Super Nes e o arcade de Alien Vs. Predator (Crássico total, procure nos emuladores de placas Capcom)
Matrix Dos filmes para os games: Joguei o Enter the Matrix, no PC, e lembro que a parada captou muito bem o clima do filme. Na época também fazia parte de toda uma série de produtos que visavam expandir o universo Matrix. Meio ambicioso demais, mas até que funcionou. Não se segurava só como um jogo, entretanto.
Pokémon Dos games para o anime e do anime para os games: Taí um caso de jogo e anime meia-boca que dão certo em conjunto. Os dois são repetitivos pra cacete, o tempo todo, e não despontam em nenhum quesito além desse. Mas não dá pra negar que é viciante e que funcionam como uma franquia poderosa. Briga de galo pra crianças.
X-Men Dos quadrinhos para os games: Ah, saudosa época do super nintendo onde cada jogo com X-Men que saía era uma merda lancinante. As coisas só melhoraram com X-Men vs. Street Fighter e X-Men Legends. Aparentemente faltava tecnologia para conseguir dar personalidade a cada um dos mutantes.
Star Wars Dos filmes para os games: sempre se calcando na força da franquia e na legião de fãs nerds, gerou vários jogos meia-boca, como os do Super Nintendo. Melhorou um pouco com Knights of the Old Republic mas assim, assim.Vamos ver se a coisa finalmente engrena com The Force Unleashed.
Resident Evil Dos games para o cinema: Amado e odiado ao mesmo tempo. O primeiro filme foi do caralho, mas daí em diante foi degringolando até chegar na bosta total que foi o último filme, Hora de parar com essa merda.
Doom
Chutando bundas no filme
Dos games para o cinema: ESPETACULAR adaptação com The Rock. “Doom” ficou tão ruim que ficou bom. Captou com maestria o espírito trash da sangrenta série o que faz com que seja uma das melhores e mais fiéis adaptações já vistas de uma mídia para outra.
Destaque para a excelente seqüência final, filmada em primeira pessoa, para emular fielmente o que acontecia nos jogos. História fraca, atuações risíveis, monstros bisonhos e sangue pra caralho. Não tem como achar ruim. Quer dizer, tem: bom de tão ruim.
Na próxima semana continuaremos com o estudo das adaptações, abordando os experimentos que deram totalmente errado e fazendo um exercício criativo de pensar em quais jogos DEVERIAM ser adaptados imediatamente para outras mídias. Caralho, a gente tem que ensinar tudo pra esses caras.
Beijing 2008 (Playstation 3 e Xbox 360)
A SEGA lança essa semana Beijing 2008, o jogo oficial dos jogos olímpicos de Pequim. O jogo conta com 35 modalidades diferentes de esportes (todas solo) e foi desenvolvido pela Eurocom Entertainment Software, que fez o Athens 2004 para a Sony.
O jogo procura realismo e para melhorar isso serão usados locais reais, como o Estádio Nacional de Pequim e o Centro Aquático Nacional.
Foi prometido também controles interessantes para os 35 jogos e modo multiplayer online, em que cada jogador defenderia o seu país.
Se o jogo vai ser chatinho como o Mario and Sonic at the Olympic Games (ainda que criativo) ou não já é outra história.
Previsível, nada inovador e com ano no nome. Sinceramente não boto fé, mas espere reviews.
Sid Meier’s Civilization Revolution (Nintendo DS, Playstation 3 e Xbox 360, futuramente no Wii)
A série extremamente viciante de Sid Meier sai dos PCs pela primeira vez desde Civilization 2 para Playstation. Civilization, caso você viveu em bunkers desde 1991, é um jogo de estratégia por turnos em que você guia a sua nação por eras, da pré-história até a conquista espacial.
Em Civilization Revolution o jogo foi acelerado e houve várias pequenas mudanças para diminuir o tempo gasto com cada turno.
A versão de Xbox 360 e Playstation 3 são praticamente idênticas, e a versão de Nintendo DS (teoricamente) tem o mesmo conteúdo, mesmas regras e sistemas só que com gráficos bem mais simples. Se isso for verdade, prepare-se para perder muito tempo com Civilization Revolution, que promete ser mais um jogo viciante, e mais uma prova de que os consoles estão cada vez mais fortes que o PC.
Mais do mesmo, viciante e vai acabar com a sua vida.
Final Fantasy Fables: Chocobo’s Dungeon (Wii)
Final Fantasy Fables: Chocobo’s Dungeon une duas séries, Chocobo’s Dungeon que teve dois jogos lançados para o Playstation (o primeiro) e a série Final Fantasy Fables, que começou com o Final Fantasy Fables: Chocobo Tales. O segundo era um jogo de mini-games e batalha de cartas, ambos até que divertidos mas com história simples e infantil, voltado para ser uma porta de entrada aos RPGs.
Esqueça os mini-games, o FFF: Chocobo’s Dungeon é um novo Chocobo’s Dungeon.
Em uma cidade em que as pessoas perderam suas memórias, surge um garoto chamado Raffaello. Pausa, queria deixar aqui expressa a minha séria suspeita de que a Square-Enix esgotou os seus nomes legais. Estamos falando da franquia que tem Squall, Cid, Cloud e Sephiroth! Bem, voltando ao pobre Raffaello. Ele tem o poder de criar Dungeons a partir das memórias das pessoas, e cabe então ao valente Chocobo entrar nesses Dungeons para ajudar as pessoas a lembrarem quem elas são.
Caso você nunca tenha jogado Chocobo’s Dungeons (não que seja um jogo muito famoso), dentro do Dungeon é como se fosse um grande tabuleiro por turnos. Cada passo, ataque, magia ou ação é um turno seu, após ele todos os outros inimigos (ou amigos) do mapa então fazem suas ações (ataques, magias, movimento, etc). Uma das novidades é um sistema de classes, com as clássicas classes de Final Fantasy.
É bem interessante o sistema. Há muito tempo atrás, quando eu joguei Chocobo’s Dungeon, ele era difícil, mas como eu não tenho idéia da minha idade na época, prefiro não comentar.
As reviews japonesas dizem que o jogo é decente.
Fofo, gay e infantil. Mas quem sabe seja divertido?
Ports marotos da semana: Devil May Cry 4 para PC (desde Fevereiro para Playstation 3 e Xbox 360), Unreal Tournament 3 (desde o fim de 2007 para PC e Playstation 3)
Final Fantasy Tactics A2: Grimoire of the Rift (Nintendo DS)
Prepare-se para perder muitas horas da sua vida com Final Fantasy Tactics A2, continuação da série Final Fantasy Tactics Advanced, só que agora para o Nintendo DS.
O jogo está com gráficos muito bem feitos como é de se esperar da Square-Enix. A trilha sonora é de Hitoshi Sakimoto, que fez a trilha de Final Fantasy Tactics, Vagrant Story, Final Fantasy Tactics Advanced e Final Fantasy XII, que são todos jogos que se passam em Ivalice, que é a série de jogos Ivalice Aliance.
Quanto ao sistema de batalha, ele está mais denso e complexo do que nunca, o que os fãs devem adorar (menos a Gamespot tanga que achou complexo demais, depois os fãs riram da cara dela e ela voltou jogar Cooking Mama). Como no anterior, existem os Judges, que ditam regras para cada mapa (como proibindo ataques de fogo ou ataques a distância) e, caso não sejam cumpridas, você perde bônus e a habilidade de reviver membros do grupo.
A história é melhor e mais densa da um tanto quanto pobre história do Advanced, mas continua com um início parecido, de um menino indo para Ivalice através de um livro na terra.
Com 56 classes e mais de 400 quests, Final Fantasy Tactics A2 tem tudo para entrar para a lista de jogos obrigatórios de Nintendo DS.
Alone in the Dark (PC, PlayStation 2, Xbox 360, Wii, e em breve Playstation 3)
Alone in the Dark é o quinto jogo da série Alone in the Dark, e aparentemente é frustrante.
A história gira em torno de Central Park, que teria segredos como redes secretas de túneis e orçamento maior que o orçamento de defesa americano. A história acaba sendo na verdade frustrante, faltando polimento.
O gráfico pelo menos é legal e tem um inovador sistema de… fogo.
Bem, se quiser tentar, é por sua conta e risco.
Battlefield: Bad Company (Playstation 3 e Xbox 360)
Quem disse que soldados são bonzinhos? Em Battlefield: Bad Company, você é jogado na Companhia B (B Company em inglês, ou Bad Company). Nessa companhia um pouco menos nobre que o normal você descobre que há mais do que lutar por um bem maior, você também tem seus interesses e pode até lucrar algo na guerra.
São sete capítulos com uma média de 45 minutos cada no modo solo. Além disso você também tem um sólido modo multiplayer para até 24 (ui) jogadores.
Ao invés do tradicional modo Conquest, o Bad Company tem o modo Gold Rush, em que os times competem hora defendendo, hora atacando, pilhas de ouro e lutando pelo controle delas. Divertido.
Fãs de Battlefield devem tentar.
Guitar Hero: On Tour (Nintendo DS)
Guitar Hero de DS, aquele com direito a periférico e comercial extremamente ridículo e que já foi falado pelo Atillah, chega nas lojas essa semana e vai custar um pouco ainda mais caro que um jogo de DS normal, por causa do periférico. A lista final de músicas é:
“All Star” – Smash Mouth
“All the Small Things” – Blink-182
“Anna Molly” – Incubus
“Are You Gonna Be My Girl” – Jet
“Black Magic Woman” – Santana
“Breed” – Nirvana
“China Grove” – Doobie Brothers
“Do What You Want” – OK Go
“Heaven” – Los Lonely Boys
“Helicopter” – Bloc Party
“Hit Me with Your Best Shot”
“I Don’t Wanna Stop” – Ozzy Osbourne
“I Am Not Your Gameboy” – Freezepop
“I Know a Little” – Lynyrd Skynyrd
“Jessie’s Girl” – Rick Springfield
“Jet Airliner” – Steve Miller Band
“Knock Me Down” – Red Hot Chili Peppers
“La Grange” – ZZ Top
“Pride and Joy” – Stevie Ray Vaughan
“Rock and Roll All Nite” – Kiss
“Spiderwebs” – No Doubt
“Stray Cat Strut” – Stray Cats
“This Love” – Maroon 5
“We’re Not Gonna Take It” – Twisted Sister
“What I Want” – Daughtry
“Youth Gone Wild” – Skid Row
Jogue por sua conta e risco.
Mega Man Star Force 2: Zerker x Ninja e Mega Man Star Force 2: Zerker x Saurian (Nintendo DS)
Mais um jogo da Capcom do Mega Man para portátil. Mega Man Star Force é um RPG do Mega Man em que você tem o papel de Geo Stelar, um garoto que encontra um alien (?) que te da poderes para virar o Mega Man (argh!). Desta vez você deve evitar que uma organização reviva a Civilização “Mu”.
Lançamentos de RPGs do Mega Man são tão certos quanto o Fifa Ano, mas embora sua história seja cada vez mais bizarra, o jogo pode divertir alguns.
Fãs podem tentar.