Todo mundo sabe que O Guia do Mochileiro das Galáxias é um livro obrigatório, especialmente pra quem se diz fã de sci-fi. Já falei da série original aqui e, como sugere o título, pretendo falar agora do volume escrito pelo autor de Arthemis Fowl, quase dez anos após a morte do Douglas Adams.
Um livro que se propoe a falar sobre o ano [Na verdade o livro vai de maio de 1966 até dezembro de 1967, e o finzinho fala dos 40 anos seguintes] em que foi gravada a obra-prima [Em itálico pra dar aquele tom irônico necessário] Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band parecia bem enfadonho pra mim, já que eu não sou baba ovo dos Beatles. Mas adivinha só: O livro é bom, justamente por não falar só de Beatles, e por não ser tão puxa-saco do quarteto de Liverpool quanto eu pensava. continue lendo »
Quando li a sinopse desse livro, me enchi de esperança. Tinha acabado de sair da decepção com Supernatural e estava bêbada de uma necessidade quase sobrenaturalme batam de ler uma história apocalíptica decente. Mas que decepção, que livro chato, que saco.
Prevejo flame war e gente me chamando de analfabeta nos comentários – o autor foi super elogiado por causa da obra -, mas… Quem liga? continue lendo »
Todo mundo conhece O Guia do Mochileiro das Galáxias, ou pelo menos já ouviu falar no Dia da Toalha e nas meninas peladas que aparecem pela internet afora. É um livro tão citado e reverenciado (Especialmente com essa galera aí achando que ser nerd tá na moda), que, a menos que cê tenha passado os últimos quarenta anos trancado num frigorífico, com certeza já ouviu falar.
Então, a série começou no rádio, passou pros livros, depois foi pra televisão, pro teatro, enfim. Sempre obteve sucesso em qualquer tipo de mídia por onde passou, e se bobear, até em formato de sinais de fumaça. A famosa “trilogia de cinco” foi toda escrita por Douglas Adams, apesar de existir um sexto livro do Eoin Colffer.
E, com a proximidade do dia mundial do Guia, nada mais suspeito conveniente do que resenhar a série. Livro por livro palavra por palavra. continue lendo »
Todo mundo já ouviu (Pelo menos eu espero sinceramente que vocês já tenham ouvido) falar sobre a história de um cara que se transforma em barata. Essa história, crianças, foi criada por Franz Kafka, um dos escritores mais importantes do século XX. Suas obras têm como marca a solidão do indivíduo e seu sentimento de impotência diante do poder. Muito bem, é essa a atmosfera do livro A Metamorfose. A falta de defesa de alguém perante uma situação incomum e imutável.
Kafka [Nota do editor: Ah vá, achei que fosse a barata].
Eu recebi da Conrad, dentre outras coisas, o livro Revanchismo, de um tal de Rogério de Campos [Que depois eu vim a descobrir que era um autor estreante, além de fundador da própria Conrad]. Talvez pela capa roxa, eu não tenha ido com a cara do pobre livro. E, mais uma vez, aquele velho deitado que diz que não se julga livro pela capa cobrou seu preço. Eta livrinho bão, sô. continue lendo »
Sou fã do gênero policial. Um dos primeiros livros que eu lembro de ter lido era um do Sidney Sheldon, sobre um assassino de mulheres que só conseguia matar se estivesse chovendo se alguém conhece, favor avisar. Sempre achei incrível como os personagens eram feitos nesse tipo de ficção, de como cada motivação e transtorno mental se uniam pra levar pessoas ao ato de desespero. Sem falar na parte científica, do raciocínio, enfim. A única coisa que não me desce a goela é CSI e seus derivados. Ou seja, aquelas histórias inconsistentes, cheias de falhas na narrativa e apelações tecnológicas. Bones é legal por ser simples e despretensioso. Enfim, o que me atraiu nessa série, Grau 26, tinha sido a atmosfera de doença, como se o livro fosse se desenrolar num thriller show de bola.
E tudo isso acontece. Só que ao contrário. continue lendo »
Um dos problemas pessoais que carrego é a incapacidade de entender certas coisas: Baseball, calças rasgadas, mulheres estatística e Clube da Luta. Quero dizer, entendo a coisa toda do maluco ser problemático, de querer apanhar e tudo mais, mas definitivamente não entendo o porquê da galera gostar tanto assim daquele troço, sendo que não faz o menor sentido você criar um clube e se culpar pelas merdas que você faz com o clube, enquanto você come a mulher e não cuida do clube, pra tudo explodir no final.
Crime e Castigo é uma dessas obras literárias eternas, uma verdadeira força concisa saída da cabeça de um homem: Fiódor Dostoiévski. Impressionante é a quantidade enorme de verdades, sabedoria e inteligência contidas naquelas páginas, nos vãos que se formam na história de um jovem assassino e suas duas vítimas. Enfim. Fiquem conosco no nosso programa de hoje, com um pouco sobre um dos melhores livros que já li. Ah, e tomem cuidado, marujos: Pode haver spoilers (Mas não muitos, acalmem-se).
Pryestupleniye i nakazaniye, ou Crime e Castigo, em uma publicação de 1867.
Sabe quando você entra numa livraria sem procurar nada de especial, e acaba se deparando com um livro que, de início parece sem potencial, mas se revela maravilhoso depois? Então, não foi isso que aconteceu comigo e Krabat, um livro de tanto sucesso que acabou sendo distribuído di grátis pra praticamente todas as crianças em uma excursão à bienal do livro, em meados de 2003, junto de outros brindes como livros de colorir e giz de cera. Infelizmente, passou uns bons três anos perdido e empoeirado na minha estante antes de ser lido. continue lendo »